23 de janeiro de 2012

Chove





Chove uma grossa chuva inesperada
que a tarde não pediu mas agradece.
Chove na rua, já de si molhada
duma vida que é chuva e não parece.
Chove, grossa e constante,
uma paz que há-de ser.
Uma gota invisível e distante
na janela, a escorrer.

(Miguel Torga)


1 comentário:

  1. Nestes tempos de seca... a poesia faz imensa falta, e a chuva também.
    :)

    ResponderEliminar