9 de novembro de 2014

Respiro o teu corpo




Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.

((Eugénio de Andrade))

2 comentários:

  1. Gostei de conhecer este poema daquele que considero ter escrito dos melhores poemas de amor em Portugal.

    Cordiais saudações.

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  2. Eugénio de Andrade é... um prazer!
    (outro diferente - claro.... - é 'respirar o teu corpo'), que é um belíssimo poema.
    Abraço.

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