13 de dezembro de 2014

MORRER DE AMOR



Acende as tuas mãos que o corpo pede
E deixa que depois tudo aconteça
Nas fontes do meu peito mata a sede
Até que tudo em mim se desfaleça
Afaga os meus cabelos com ternura
Afunda nos meus braços teus desejos
Respira em cada poro esta loucura
No oceano imenso dos meus beijos

Segreda-me palavras que enlouquecem
Navega no meu corpo em ondas loucas
Toquemos nossos lábios que se acendem
No fogo de prazer das nossas bocas
Desliza as tuas mãos pelo meu rosto
Beijando as minhas lágrimas de dor 
E deixa sobre mim esse teu gosto
Até que tudo em nós morra de amor

(Fernando Campos de Castro)

6 comentários:

  1. A foto está óptima e a condizer com o 3º verso ! :)) ... "Nas fontes do meu peito mata a sede" !
    Não conhecia nada deste poeta ! ... Está liiiiindo, o poema ! :))
    .

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá Rui! Sabes que eu não faço nada ao acaso!... rsrsrs!
      Por acaso até foi (ao acaso) !!!
      A ti é que não te passa nada...

      Beijo

      Eliminar
  2. Não conhecia este fazedor de poesias. Gostei.
    Abraço

    ResponderEliminar