17 de janeiro de 2015

Casa






A antiga casa que os ventos rodearam
Com suas noites de espanto e de prodígio
Onde os anjos vermelhos batalharam

A antiga casa de inverno em cujos vidros
Os ramos nus e negros se cruzaram
Sob o Íman dum céu lunar e frio

Permanece presente como um reino
E atravessa meus sonhos como um rio


(Sophia de Mello Breyner)

1 comentário:

  1. O que dizer de Sophia? Que tudo o que escreveu foi brilhante.
    Bom domingo, Ju.
    Beijo

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