27 de abril de 2015

CHOVE, DE MANSO, NA CIDADE





Chora em meu coração
como chove lá fora.
Porque esta lassidão
me invade o coração?


Oh! ruído bom da chuva
no chão e nos telhados!
Para uma alma viúva,
oh! o canto da chuva!


E chora sem razão
meu coração amargo.
Algum desgosto? - Não!
É um pranto sem razão.


E essa é a maior dor,
não saber bem por que,
sem ódio sem amor,
eu sinto tanta dor.


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