26 de setembro de 2016

RUÍNAS


Se é sempre Outono o rir das primaveras,
Castelos, um a um, deixa-os cair...
Que a vida é um constante derruir
De palácios do Reino das Quimeras!

E deixa sobre as ruínas crescer heras.
Deixa-as beijar as pedras e florir!
Que a vida é um contínuo destruir
De palácios do Reino de Quimeras!

Deixa tombar meus rútilos castelos!
Tenho ainda mais sonhos para erguê-los
Mais altos do que as águias pelo ar!

Sonhos que tombam! Derrocada louca!
São como os beijos duma linda boca!
Sonhos!... Deixa-os tombar... deixa-os tombar...

(Florbela Espanca)

6 comentários:

  1. Gosto sempre de Florbela... :)

    Beijocas

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  2. Querida Juamiga

    Adoro Florbela Espanca. Quando comecei a ler Poesia foi uma das primeiras autoras que conheci - e entendi; fiquei fã para toda a vida...

    E agora deixo-te um

    AVISO

    Enquanto não consigo resolver o problema da regularização das datas da NOSSA TRAVESSA apresentadas nos vossos blogues, aviso que desde ontem há um novo artigo postado, de minha autoria e intitulado Mudanças Obrigado. Este AVISO será repetido sempre que seja postado um novo texto.

    Henrique, o Leãozão


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  3. Olá Ju
    Venho agradecer o dia fantástico que me proporcionaram.
    Logo que possa venho inteirar-me do blog.
    Beijinho

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  4. Obrigada Joana. Gostei muito de te conhecer. Beijinho

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  5. Um soneto fantástico de Florbela Espanca.
    Gostei de ler. Este é um dos menos conhecidos.
    Gostei do encontro em S. P. Moel. Uma organização fantástica.
    Como saímos mais cedo iremos ficar mais tempo no próximo encontro.
    Beijinhos cá de casa.

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  6. Sabes que eu adoro a Florbela Espanca ! ... Curiosamente este soneto, embora mantendo o tom de desalento e desesperança, (constantes nela), foge um bocadinho ao seu tipo habitual !

    Bom ver por aqui gente amiga, Ju ! :)

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