23 de abril de 2017

ROSA VERMELHA



Trago uma rosa vermelha
Aberta dentro do peito
Já não sei se é comigo
Se é contigo que eu me deito.


A minha rosa vermelha
Mais parece uma romã
Pois quando aberta de noite
Não se fecha de manhã


Trago uma rosa vermelha
Na minha boca encarnada
Quem me dera ser abelha
Na tua boca fechada


Trago uma rosa vermelha
Não preciso de mais nada.


Pus uma rosa vermelha
Na fogueira do teu rosto
Mereço ser condenada
Por crime de fogo posto.


Trago uma rosa vermelha
Que é minha condenação
Condenada a vida inteira
À fogueira da paixão


Trago uma rosa vermelha
Atrevida e perfumada
É uma rosa vaidosa
A minha rosa encarnada


Trago uma rosa vermelha
Não preciso de mais nada.


(José Carlos Ary dos Santos)

4 comentários:

  1. Que bonito, gostei muito da fotografia e do ritmo no poema.
    um beijinho e um bom Domingo
    Gábi

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  2. Lindo!! Que ritmo! Que melodia!

    Beijinhos, Jú.

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  3. Estava a ler sem ter visto a autoria e a tentar descobrir.
    Não foi com surpresa que vi que era de Ary dos Santos ! ... Só ele !!! :)

    Beijo

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  4. Lindo! Já conhecia, mas é sempre bom de ler.

    Minha querida, lamento, continuo sem tempo para acompanhar os blogues.

    Beijinho imenso Ju

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